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A iniciativa foi da segunda professora Sozi Meri Volgel que acompanha o aluno há dois anos

DSC 0065Luiz Fernando Barros Fernandes, portador da Síndrome de Down, tem 13 anos, e é estudante do 7º ano da Escola de Educação Básica (EEB) Irineu Bornhausen. Inspirado no forte, valente e verde personagem de quadrinhos, Hulk, ele expressa os sentimentos e o olhar sobre o mundo através de desenhos e histórias, o que resultou no Meu livro de Contos. O dia do lançamento foi de prestígio e autógrafos ao lado da professora Sozi Meri Volgel. 

A iniciativa é resultado do projeto Sou um escritor com Síndrome de Down, da segunda professora Sozi, que desde 2016 acompanha e incentiva o aluno a escrever histórias por meio de desenhos. “Busco instigar a criatividade, a imaginação e também a desenvolver a coordenação motora dele”, diz. 

Um dos primeiros desenhos chamou atenção da professora e surgiu a ideia do livro.  “Ele pintou um dinossauro todo colorido e fui estudar para saber o que poderia significar esse olhar, que por fim, é a forma dele se ver no mundo: uma pessoa diferente”, conta a professora.

DSC 0043O estudante contou com o auxílio fundamental da professora que redigiu as histórias contadas por ele. “Gosto de matemática”, disse sorrindo. “E de escrever?”, perguntou professora. “Ah! Não!”, respondeu envergonhado o aluno. 

A professora com o apoio da diretora da escola, Luciane Neves, decidiram fazer surpresa para a mãe do aluno, Leuza Rodrigues Barros, que adorou o resultado. “Ele sempre falava do livro, mas eu não entendia e nem passava pela minha cabeça essa habilidade e criatividade dele. Estou muito feliz e orgulhosa”, destaca.

Ainda segundo a mãe, o trabalho contínuo da professora ajudou muito no comportamento de Nando, chamado carinhosamente por todos, além de agora participar ainda mais da vida escolar do filho. “O meu relacionamento em casa mudou muito com ele, que está mais responsável e centrado”, diz.

Atendimento especial na rede estadual de Santa Catarina

A Secretaria de Estado da Educação (SED), por meio do Atendimento Educacional Especializado (AEE), atendeu cerca de 7 mil alunos com algum tipo de deficiência intelectual, entre elas a Síndrome de Down. “No ato da matrícula de todos os estudantes da rede pública de ensino é questionado se o estudante possui alguma especificidade, o que é comprovado com documentação médica”, explica a coordenadora da Educação Especial da SED, Tânia Maria Fiorini Geremias.

Os documentos são enviados a SED e avaliado junto a uma equipe da Fundação Catarinense de Educação Especial que define caso haja ou não a necessidade de acompanhamento profissional ao aluno.

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