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22-02 pequena caue 1A Agência de Desenvolvimento Regional (ADR) de Xanxerê, por meio da Gerência de Educação, realizou nesta semana atividades preparatórias para a volta às aulas. Diretores, Assistentes Técnicos Pedagógicos e especialistas em assuntos educacionais receberam capacitação sobre a Base Nacional Curricular Comum, atualização da Proposta Curricular de Santa Catarina e Legislação de Ensino. Além da formação continuada, a reunião teve o objetivo de preparar os gestores para a recepção dos professores.  “É importante fazer com que o professor sinta-se bem, seja bem recebido para que ele também possa receber bem os alunos que iniciam o ano letivo na segunda-feira”, explicou o Gerente de Educação, Davi Vartha.

Na Escola de Educação Básica Professor Iracy Tonello de Xanxerê, os 35 professores participaram de um café da manhã especial com dinâmicas. “Eles se sentiram bem e acolhidos pela escola. Gostaram da iniciativa, pois é uma forma de valorização”, disse a diretora Daiane Dal Bello.

A professora Rositânia de Saibro atua há 22 anos na educação e 18 deles na EEB Iracy Tonello. Para ela o momento proporcionou o entrosamento entre os professores. “Novos professores chegaram e durante o café pudemos nos conhecer e afinar o relacionamento profissional. A expectativa é muito boa para este ano letivo. Nós voltamos descansados e empolgados, e os alunos voltam também cheios de vontade de aprender”, comenta.

Novidade na Escola

Uma das novidades na EEB Iracy Tonello são as salas ambiente. Neste ano, a escola está implantando este sistema, onde diferente do usual quando os professores se deslocam para as salas dos alunos, agora são os alunos que se dirigem até a sala do professor. 

Com a iniciativa, a intenção é de proporcionar ao professor a organização da sala de aula de acordo com as características da disciplina, e buscar a melhoria no processo de ensino aprendizagem.  “Estamos todos animados, trabalhando muito. Estamos felizes com essa perspectiva de arrumar a sala do jeito que você gosta, com o material que você imagina. Receber o aluno na tua sala, com o teu jeitinho, a tua cara, é algo muito prazeroso. O aluno vai se sentir na sala de matemática, com todas as informações necessárias ali”, explica a professora Rositânia.

Durante a quinta e sexta-feira, os professores trabalharam na confecção de cartazes e elementos pedagógicos para a ornamentação das salas. Tudo isso para recepcionar os cerca de 510 alunos que iniciam o ano letivo na segunda-feira, 22.

“Estamos nos preparando para receber esses alunos. A escola está pronta e eles serão recebidos com música e com muito carinho. A intenção é valorizar tanto os alunos quanto os professores para que possamos iniciar o ano letivo com o pé direito”, disse a diretora Daiane Dal Bello.

Na Regional

Na próxima segunda-feira aproximadamente de 15 mil estudantes iniciam o ano letivo nas escolas da rede estadual de ensino que compreendem a Agência de Desenvolvimento Regional (ADR) de Xanxerê. Ao todo são 48 escolas e destas, oito Escolas Indígenas Multisseriadas, três escolas em assentamento, três escolas básicas indígenas e ainda o Centro de Educação e Adultos (CEJA).

Escolas contra o mosquito Aedes Aegypti

Neste ano o retorno das atividades escolares terão ainda um foco diferenciado. A Gerência de Educação repassou aos diretores e professores a missão de desenvolver nas escolas projetos relacionados ao combate a proliferação do mosquito Aedes Aegypti, transmissor do vírus da dengue, zika e chikungunya.

“É uma preocupação muito grande e uma questão de saúde pública. Precisamos fazer algo agora e é por isso que buscamos junto a comunidade escolar desenvolver ações em prol dessa questão”, explica o Gerente de Educação Davi Vartha.

A iniciativa tem como objetivo ampliar a articulação entre a Gerência de Educação, escolas e comunidade escolar sobre o assunto, levar informações para as famílias, criar  nas escolas a Patrulha  contra o mosquito, promover ciclos de palestras, formação de tutores para desenvolver trabalhos nas escolas, além de envolver a população com seminários e passeios ciclísticos.

“Por meio dos alunos é que se vai chegar nas casas e consequentemente uma consciência maior dos adultos e relação a importância de combatermos  a proliferação do mosquito. São pequenas ações mas que exigem atenção especial. Muitas vezes um criadouro pode estar em um pequeno objeto jogado no pátio e que acumule água. É preciso um olhar diferente em todos espaços descobertos. E é isso que nós acreditamos que as crianças irão fazer. Serão os nossos olhos de águia”, finalizou.